{"id":76,"date":"2011-02-28T12:38:18","date_gmt":"2011-02-28T12:38:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajaguare.com.br\/noticias\/?p=76"},"modified":"2011-02-28T12:39:12","modified_gmt":"2011-02-28T12:39:12","slug":"urbanizacao-da-favela-nova-jaguare-transforma-a-vida-de-moradores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajaguare.com.br\/noticias\/urbanizacao-da-favela-nova-jaguare-transforma-a-vida-de-moradores\/","title":{"rendered":"Urbaniza\u00e7\u00e3o da favela Nova Jaguar\u00e9 transforma a vida de moradores"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEu moro aqui no Jaguar\u00e9 h\u00e1 11 anos. Antes tudo era dif\u00edcil, o esgoto e a  luz eram clandestinos. Quando chovia era um sufoco. Eu ligava do  servi\u00e7o e pedia para as minhas filhas sa\u00edrem do barraco e irem para a  casa da vizinha, porque eu tinha medo do barraco cair\u201d, conta Maria  Helena de Sousa, 49 anos, sem disfar\u00e7ar o sentimento de al\u00edvio. Ela mora  no conjunto habitacional Kenkiti Shimomoto, na comunidade do Jaguar\u00e9,  local que j\u00e1 foi considerado \u00e1rea com risco muito elevado de  deslizamento e agora n\u00e3o tem mais pontos com essa caracter\u00edstica.<\/p>\n<p>A  ocupa\u00e7\u00e3o irregular do local teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1960, quando  fam\u00edlias come\u00e7aram a construir moradias prec\u00e1rias, com pouca  infra-estrutura de higiene e sujeitas a deslizamentos e solapamentos. As  obras de urbaniza\u00e7\u00e3o tiveram in\u00edcio em 2006 e beneficiaram fam\u00edlias que  foram removidas de \u00e1reas consideradas de risco muito alto, como o Morro  do Sab\u00e3o, que fica dentro da favela, por exemplo.<\/p>\n<p>Maria Helena  sabe bem como eram as condi\u00e7\u00f5es de vida antes da urbaniza\u00e7\u00e3o. \u201cEu morava  em um barraco de madeira onde eles est\u00e3o fazendo o muro. O risco l\u00e1 era  constante. Quando n\u00e3o era a chuva, eram os ratos. Hoje eu tenho o meu  teto, moro em um lugar seguro. Tem hora que estou dentro de casa e nem  acredito. Pode ventar ou chover e estou segura\u201d, relata.<\/p>\n<p>O  conjunto habitacional Kenkiti Shimomoto, onde ela mora com as duas  filhas e dois netos, \u00e9 um dos quatro empreendimentos de novas moradias  que a Prefeitura construiu na Nova Jaguar\u00e9. O conjunto tem 110 novos  apartamentos, distribu\u00eddos em tr\u00eas pr\u00e9dios de cinco pavimentos. As  moradias t\u00eam aproximadamente 48 m2, com dois dormit\u00f3rios, sala, cozinha,  banheiro e \u00e1rea de servi\u00e7o. As coberturas dos pr\u00e9dios contam com \u00e1rea  de lazer, com pergolado em estrutura met\u00e1lica, e os ambientes externos  receberam projeto paisag\u00edstico e lazer condominial.<\/p>\n<p>Para  urbanizar a favela Nova Jaguar\u00e9 e minimizar as \u00e1reas de risco, a  Secretaria de Habita\u00e7\u00e3o executa obras de instala\u00e7\u00e3o de infra-estrutura  b\u00e1sica, como redes de \u00e1gua e esgoto, pavimenta\u00e7\u00e3o de ruas e vielas,  instala\u00e7\u00e3o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, constru\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes e de lazer  coletivo.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Maria da Silva, 44 anos, tamb\u00e9m testemunha a  transforma\u00e7\u00e3o trazida pela urbaniza\u00e7\u00e3o. \u201cAqui era tudo mato. Eu sofria  com problema de pragas, de formigas e lesmas. O melhor de morar aqui \u00e9  ter o meu endere\u00e7o. Hoje n\u00e3o vem mais cadastrado \u2018favela\u2019, aparece o  nome da rua. Eu e minha fam\u00edlia temos o nosso espa\u00e7o agora\u201d, diz Jos\u00e9  Maria, de 44 anos, morador de outro conjunto habitacional da Nova  Jaguar\u00e9.<\/p>\n<p>Mapeamento \u00e9 uma importante ferramenta para redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de risco<\/p>\n<p>O  mapeamento das \u00e1reas de risco contratado pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo  junto ao Instituto de Pesquisa Tecnol\u00f3gicas (IPT) identificou 407 \u00e1reas  de encostas e margens de c\u00f3rrego sujeitas a escorregamentos e a  processos de eros\u00e3o. Somadas, as \u00e1reas compreendem cerca de 13,5 km2 o  que correspondem a 0,9% da \u00e1rea total do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O novo estudo  abrangeu a totalidade das \u00e1reas vulner\u00e1veis na Cidade, situadas em 26  Subprefeituras, o que torna esse levantamento completo e, considerando o  n\u00edvel de detalhamento e a consist\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es apresentadas, o  maior trabalho j\u00e1 realizado no Brasil. Das 407 \u00e1reas identificadas, 176  est\u00e3o na regi\u00e3o Sul da cidade, 107 na regi\u00e3o Norte, 100 na Leste e 24 na  regi\u00e3o Oeste.<\/p>\n<p>As \u00e1reas de risco mapeadas foram subdivididas em  quatro categorias, que variam do risco baixo (R1), m\u00e9dio (R2), alto (R3)  e muito alto (R4), de real possibilidade de ocorr\u00eancia de eventos em  situa\u00e7\u00f5es de chuva intensa e\/ou prolongada. Das 105 mil moradias  analisadas, 29 mil est\u00e3o em setores de risco Alto e Muito Alto. A grande  maioria, 76 mil fam\u00edlias, vive em setores de risco M\u00e9dio e Baixo.<\/p>\n<p>As  iniciativas da atual gest\u00e3o com o objetivo de eliminar \u00e1reas risco e  dar solu\u00e7\u00e3o habitacional para as pessoas que vivem nesses locais foram  iniciadas em 2005. Entre as principais a\u00e7\u00f5es em andamento est\u00e3o o  Programa\u00a0 de Urbaniza\u00e7\u00e3o de Favelas e Mananciais. Coordenados pela  Secretaria Municipal de Habita\u00e7\u00e3o, incluem obras de infraestrutura e  saneamento, bem como a\u00a0 transfer\u00eancia de fam\u00edlias para novas moradias,  al\u00e9m de contribu\u00edrem para a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas das principais  represas que abastecem a cidade, Billings e Guarapiranga.<\/p>\n<p>O  desassoreamento de c\u00f3rregos, e obras de grande porte, como muros de  conten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m vem sendo implantados pela Secretaria Municipal de  Coordena\u00e7\u00e3o das Subprefeituras, como parte do Programa de Interven\u00e7\u00f5es  em \u00c1reas de Risco, assim como a manuten\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de zeladoria para  evitar o agravamento de situa\u00e7\u00f5es de perigo potencial. A implanta\u00e7\u00e3o dos  Parques Lineares ao longo de rios e c\u00f3rregos, antes ocupados por  moradias irregulares, devolveu suas margens e ampliou as \u00e1reas verdes e  perme\u00e1veis de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que, integradas, essas  a\u00e7\u00f5es possibilitaram a redu\u00e7\u00e3o do risco para \u00e1reas tidas como cr\u00edticas, a  exemplo das favelas Parais\u00f3polis e Nova Jaguar\u00e9.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Na  medida em que o novo mapa de risco geol\u00f3gico da cidade era tra\u00e7ado, os  t\u00e9cnicos do IPT atualizavam o sistema de cadastramento da  Superintend\u00eancia Municipal de Habita\u00e7\u00e3o, o Habisp (dispon\u00edvel na  internet pelo site habisp.inf.br).  Com esta ferramenta \u00e9 poss\u00edvel correlacionar as informa\u00e7\u00f5es do risco  aos dados de infra-estrutura local e \u00e0s caracter\u00edsticas s\u00f3cio-econ\u00f4mica  das fam\u00edlias garantindo assim a efic\u00e1cia das a\u00e7\u00f5es a serem implantadas.<br \/>\nDos  1.179 setores de risco identificados, 268 j\u00e1 receberam interven\u00e7\u00f5es da  Prefeitura. Os demais setores j\u00e1 est\u00e3o inseridos no Plano Municipal de  Habita\u00e7\u00e3o (PMH), que prev\u00ea a regulariza\u00e7\u00e3o de todos os assentamentos  prec\u00e1rios de S\u00e3o Paulo no per\u00edodo de 2009 a 2024, sendo que parte destes  j\u00e1 dever\u00e1 se atendido por obras de elimina\u00e7\u00e3o de risco em 2011.<\/p>\n<p>Para  garantir a seguran\u00e7a das 29 mil fam\u00edlias que vivem nos setores de risco  alto (R3) e muito alto (R4), a Prefeitura de S\u00e3o Paulo transformar\u00e1 as  diretrizes contidas no relat\u00f3rio em um programa de interven\u00e7\u00f5es que  aperfei\u00e7oar\u00e1 as a\u00e7\u00f5es em andamento.<\/p>\n<p><em>Fonte: Prefeitura de S. Paulo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu moro aqui no Jaguar\u00e9 h\u00e1 11 anos. Antes tudo era dif\u00edcil, o esgoto e a luz eram clandestinos. Quando chovia era um sufoco. 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