{"id":79,"date":"2011-02-28T17:57:24","date_gmt":"2011-02-28T17:57:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrajaguare.com.br\/noticias\/?p=79"},"modified":"2011-02-28T17:57:24","modified_gmt":"2011-02-28T17:57:24","slug":"mirante-simbolo-do-jaguare-sofre-com-vandalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrajaguare.com.br\/noticias\/mirante-simbolo-do-jaguare-sofre-com-vandalismo\/","title":{"rendered":"Mirante s\u00edmbolo do Jaguar\u00e9 sofre com vandalismo"},"content":{"rendered":"<p>Rio Tiet\u00ea. Em 1943, apesar do Tiet\u00ea, no trecho que corta S\u00e3o Paulo, j\u00e1 n\u00e3o  propiciar mais a navega\u00e7\u00e3o, o engenheiro Henrique Dumont Villares ergueu  a torre de 23 metros de altura pensando em transform\u00e1-la em um farol.  Passados quase 70 anos, o rio, s\u00edmbolo da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, est\u00e1  longe de ser naveg\u00e1vel e o mirante, s\u00edmbolo do Jaguar\u00e9, passa os dias \u00e0s  moscas, isolado por grades de ferro para n\u00e3o ser exposto ao vandalismo.<\/p>\n<p>O monumento, tombado em 2002 pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, passou por  muitas transforma\u00e7\u00f5es, \u00e9 verdade. Hoje, por exemplo, n\u00e3o sinaliza mais a  passagem do tempo: a m\u00e1quina do rel\u00f3gio foi destru\u00edda e o sino de cobre, fabricado na Alemanha, roubado.<\/p>\n<p>Quem se disp\u00f5e a subir os 93 degraus que levam ao mirante se depara com  sujeira, teias de aranha e \u00e1gua de chuva. Mas a &#8220;escalada&#8221; compensa. L\u00e1  no alto, S\u00e3o Paulo pode ser vista em 360 graus. Ao fundo, a raia  ol\u00edmpica da USP.<\/p>\n<p>S\u00f3 agendando um hor\u00e1rio pode-se subir ao mirante hoje em dia. Para  descortinar a paisagem \u00e9 preciso marcar um hor\u00e1rio com a Sociedade Amigos do Jaguar\u00e9 (Saja).<\/p>\n<p>Augusto Gomes, de 77 anos, mais conhecido por Piraju, \u00e9 vizinho do local  e fica com as chaves: \u00e9 sua responsabilidade manter o jardim que  circunda a obra em ordem. \u00c0 moda de uma pra\u00e7a de cidade pequena, o local  \u00e9 rico em \u00e1rvores e plantas. \u00c0s vezes, uma vizinha pede as chaves para  fazer exerc\u00edcios ao ar livre, conta o homem. &#8220;Tem de ficar trancado mesmo, sen\u00e3o  destroem tudo&#8221;, diz  Piraju. O jardineiro afirma que, \u00e0s vezes, nem  mesmo as grades e os cadeados conseguem deter os v\u00e2ndalos. &#8220;Pulam as  grades, quebram janelas e invadem&#8221;, resume.<\/p>\n<p>&#8220;Durante muitos anos a Sociedade Imobili\u00e1ria Jaguar\u00e9 manteve um  funcion\u00e1rio para dar corda no rel\u00f3gio e cuidar do mirante. Nessa \u00e9poca, o  local era aberto. Depois foi tombado, mas ficou no abandono. H\u00e1 mais ou  menos dez anos a Saja reformou e pintou o local. Hoje cuida, mas na  medida de suas possibilidades. Para fazer obras ali precisa de  patroc\u00ednio, de empresas que colaborem&#8221;, diz Mario Bonassa, de 76 anos,  da diretoria da sociedade.<\/p>\n<p>Neste final de semana foi dado in\u00edcio a um trabalho para tornar o  mirante novamente iluminado. A inten\u00e7\u00e3o do Saja \u00e9 encontrar empresas que  contribuam tamb\u00e9m com a pintura e a restaura\u00e7\u00e3o do rel\u00f3gio com o qual  gente como Meire Bitelli aprendeu as horas.<\/p>\n<p>A dona de casa mora na casa da Rua Salatiel de Campos desde o dia em que  nasceu, h\u00e1 60 anos. Antes dela, j\u00e1 residiam ali pais e av\u00f3s.  Atualmente, junto com ela, residem filhos e netos. Os av\u00f3s se mudaram  para o Jaguar\u00e9 em 1946. Sem esconder a nostalgia, Meire lembra-se da  \u00e9poca em que o sino dobrava a cada nova hora. Foi assim, diz, que  descobriu como quantificar o tempo.<\/p>\n<p><strong>Nome do bairro surgiu por causa de ribeir\u00e3o que nascia em Osasco<\/strong><br \/>\nO  bairro Jaguar\u00e9, na Zona Oeste, tem esse nome em alus\u00e3o ao ribeir\u00e3o  hom\u00f4nimo que vinha de Osasco e desembocava no Rio Pinheiros. Ele surgiu  em 1935, quando a Sociedade Imobili\u00e1ria do Jaguar\u00e9, empresa de Henrique  Dumont Villares, adquiriu a \u00e1rea de uma fazenda.<\/p>\n<p>Villares era  sobrinho de Santos Dumont. Engenheiro, arquiteto e urbanista, chegou a  exercer mandato de vereador em S\u00e3o Paulo. Ele pensou o bairro para  abrigar os funcion\u00e1rios da sua empresa: as ruas foram desenhadas de modo  que o centro comercial fosse rodeado pelas resid\u00eancias e estas, pelas  ind\u00fastrias. Um total de 42 pra\u00e7as foram projetadas.<\/p>\n<p>No ponto mais  alto do Jaguar\u00e9, o engenheiro concebeu o mirante que, um dia,  acreditava, poderia tamb\u00e9m vir a ser usado como farol para os  navegantes.<\/p>\n<p>Durante muito tempo o local foi aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o.  Trazia \u00e0 pra\u00e7a interessados em ver S\u00e3o Paulo l\u00e1 do alto e tamb\u00e9m  vizinhos que levavam as crian\u00e7as para brincar na Pra\u00e7a Salatiel de  Campos.<\/p>\n<p>Em 2002, o mirante do Jaguar\u00e9 foi tombado. Hoje quem  quiser ter acesso \u00e0 linda vista que ele oferece deve contactar a Saja  pelo telefone (11) 3798-5540.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0 Di\u00e1rio de S. Paulo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio Tiet\u00ea. 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